Há tempos, cientistas estudam o deslocamento do eixo gravitacional da Terra. Dizem que a mudança em sua inclinação tenha causado uma diminuição na duração dos dias. Alguns religiosos também afirmam, com base em estudos da bíblia, que os dias tendem a ficar mais curtos com o transcorrer dos anos.
Parece que o tempo passa tão rápido hoje em dia. A noção de tempo do ser humano é cada vez mais afetada, e são muitas as razões. As horas não "rendem", escoam por entre os dedos, esvaem-se entre tarefas e parece que não se pode aproveitar o dia como antigamente. Quem nunca se pegou olhando para o relógio, perplexo ou surpreso, dizendo para si mesmo - Nossa! Já passou tanto tempo assim?! - ou simplesmente - Nossa! Ainda!.
Reclamamos da quantidade de tarefas a realizar e da ausência do tempo necessário para tanto. Reclamamos do tédio e da ausência de coisas a fazer. Parece que nossa natureza nos impele a reclamar ou que influências externas como meio ou filosofia de vida nos levam ao caminho da reclamação.
Impacientes ou entediados, o ter de fazer ou a ausência do que fazer nos frustra e consome. De onde vem essa mania de reclamar? Talvez desse mundo maníaco em que vivemos. Nos cobra e ao mesmo tempo nos pede que relaxemos para evitar o estresse. Nos entucha informações e querem que as absorvamos rapidamente. Querem de nós o inglês, o espanhol, o mandarim e o alemão. Querem que de nossas vidas possamos abrir mão.
E tudo tem se tornado tão rápido, sutil, supérfluo. Era da informação? - "Boa noite Face..." - informação uma merda! Era da imbecilização.
Bom... não posso me irritar. Li em um artigo vinculado à um famoso jornal, há pouco recebido via tablet - que não desconecto da minha rede wi-fi de casa nem a pau, e sem o qual me mantenho totalmente desconectado do mundo - que estresse mata. Melhor não me irritar.
O tempo continua e sempre continuará sendo relativo e o nosso tempo é curto. Com que gastar o meu precioso tempo? Dizem que viver é uma questão de escolhas.